quinta-feira, 12 de dezembro de 2013


As Férias de Terezinha


A viagem de Terezinha para a casa de sua avó, Dona Sancha, é um passeio por várias cirandas e brincadeiras populares. Com belíssimas ilustrações de Rafael Limaverde, o livro é todo escrito em quadras, com rima e métrica, o que nos permite contar e cantar a história.

sábado, 7 de setembro de 2013

Duelo de Lampião com Zé do Telhado

Capa: Klévisson Viana
INTRODUÇÃO:


Cada povo tem seus mitos,
Os bravos de sua terra:
Pancho Villa, lá no México,
Robin Hood, na Inglaterra...
Cá na terra brasileira
É Virgulino Ferreira,
Lampião, nome guerra.

Ler histórias de valente
Eu estou acostumado:
Zé Garcia, Chico Tromba,
Vilela e João Soldado.
Mas soube que Lampião
Enfrentou um valentão
Por nome Zé do Telhado.

Lampião foi cangaceiro,
Como bem sabem vocês.
O outro não fica atrás,
Pela história que fez:
Salteador afamado
Chamou-se Zé do Telhado,
Robin Hood português!

Nascido José Teixeira
Na Aldeia de Castelões
Lá das terras lusitanas
O maior dos valentões
Do mal ele andou no trilho
Por que José era filho
De um capitão de ladrões.

Aprende quem tem escola,
A vida assim determina.
E Zé do Telhado trouxe
Já no sangue a negra sina.
Para os seus, em Portugal,
Assaltar era normal,
Extorquir era rotina!

No Nordeste do Brasil
O terror foi Lampião.
No Norte de Portugal
Zé do Telhado, em ação,
Seguiu semelhante trilha,
Foi o chefe da quadrilha
Mais famosa do Marão.[1]

Mas reza a lenda que ele
Tinha sentimentos nobres
Via a injustiça do mundo
Quanto à divisão dos cobres
Com isso se indignava
Zé do Telhado roubava
Dos ricos pra dar aos pobres!

(...)

Rouxinol do Rinaré




[1]A Serra do Marão é a sexta maior elevação de Portugal Continental, com 1.415 m de altitude e 689 m de proeminência topográfica. Situa-se na região de transição do Douro Litoral para Trás os Montes e Alto Douro.

quarta-feira, 10 de abril de 2013

O SUSTO DO RATINHO INOCENTE


Ilustrações: Rafael Limaverde - Ed. SEDUC, 2012.


O SUSTO DO RATINHO INOCENTE, de Rouxinol do Rinaré - livro contemplado no Prêmio PAIC, PROSA E POESIA - será distribuído para todos os municípios do Ceará no Programa Alfabetização na Idade Certa - PAIC, da Secretaria de Educação do Estado. A obra se destina aos alunos do PAIC+5 (de 9 e 10 anos).

terça-feira, 5 de fevereiro de 2013

REINOS DO CORDEL



Livro de Rouxinol do Rinaré para a coleção REINOS DO CORDEL - Editora Armazém da Cultura. Trabalho lançado na última Bienal do Livro do Ceará traz ilustrações de Arlene Holanda (que também é coordenadora da Coleção).
A coleção foi lançada com 5 títulos inicialmente - além de Rouxinol, poetas como Arievaldo Viana, Marco Haurélio, Evaristo Geraldo e José Walter também assinam título na Coleção.

segunda-feira, 12 de novembro de 2012

LANÇAMENTO "ABC DO CEARÁ"

"ABC DO CEARÁ" (de Rouxinol do Rinaré)
NA X BIENAL INTERNACIONAL DO LIVRO DO CEARÁ



Capa e Ilustrações: KAZANE - Ed. IMEPH

Livro ricamente ilustrado que enaltece mais de 60 personalidades ilustres do Ceará (que são, além de cearenses, grandes brasileiros). Em setilhas de cordel, em forma de ABC, o autor também cita os 184 municípios do Estado, dando destaque para algumas cidades, lugares e monumentos históricos. 

LANÇAMENTO - Dia 13 (Terça) das 10h às18h – Auditório Moacir Jurema (Escritor Antonio Sales), Térreo - O EVENTO SERÁ ANIMADO PELO MÚSICO ADELSON VIANA.

VEJA MATÉRIA 
NO DIÁRIO DO NORDESTE - CADERNO 3: 
http://diariodonordeste.globo.com/materia.asp?codigo=1202508

sexta-feira, 24 de agosto de 2012

Entrevista na TV O Povo

Rouxinol do Rinaré, Orlângelo Leal, Simone Pessoa e Almir Mota são entrevistados pelo programa Grande Debate da TV O Povo. A pauta foi a III Feira do Livro Infantil de Fortaleza. São 4 blocos de 15 minutos.
O video abaixo corresponde ao 2 bloco - segue também os link's com os 4 blocos em sequência:



domingo, 19 de agosto de 2012

Raulzito & Gonzagão


Mês de agosto, mês do folclore, lembramos algo real e marcante - Falecimento de Raul Seixas e Luiz Gonzaga. Gonzagão influenciou a música do roqueiro baiano (Raul declarou que costumava ouvir Luiz Gonzaga em sua infância), daí o rock-baião Let me sing, let me sing.
Há 3 anos, quando completava 20 anos sem Raul Seixas e Luiz Gonzaga, escrevi ABC PARA LEMBRAR RAULZITO E GONZAGÃO para homenagear esses dois mitos da música brasileira.
Desenho de Eduardo Azevedo - Ed. Queima-bucha (RN)


ABC para Lembrar
Raulzito e Gonzagão

Autor: Rouxinol do Rinaré

Amigos que apreciam
Meus cordéis, peço atenção
Pois vou falar de dois mitos
Saudosos dessa nação
No ABC pra lembrar
Raulzito e Gonzagão.

Baião é ritmo dançante
Do nordeste brasileiro
Se originou da toada
Do popular violeiro
E imortalizou Luiz
Nosso maior sanfoneiro.

Cantando, Luiz Gonzaga,
Resgatou nosso nordeste
Tocou baião, polca e xote,
Com o baião passou no teste
Engrandeceu nosso chão
Como um bom “cabra da peste”.

Declarou Luiz Gonzaga:
—Após a minha partida
Eu quero enfim ser lembrado
Como quem cantou a lida
Do sertanejo e amou
Toda essa gente sofrida.

Eu quero que não esqueçam
Que cantei sempre o sertão
Os padres, os cangaceiros,
O covarde, o valentão,
As secas, os animais,
E as aves de arribação...

Fui um historiador
Do nordeste brasileiro
Documentei seus costumes
Junto de cada parceiro
Cantei minha região,
Fui fiel e verdadeiro.

Gonzagão e Raul Seixas
Provam genialidade
Cada qual compondo um hino,
Conforme a realidade,
Um falando do sertão
E o outro de liberdade.

Hino nacional do povo
Segundo Mestre Marçal
É a toada Asa Branca
E do Raul liberal
Sociedade Alternativa
É o hino universal.

Inda criança Raul
Escutava Gonzagão
Na adolescência o Elvis
Completava a formação
Musical para que ele
Criasse o Rock-Baião.

Juntando tais influências
Raulzito genial
Fez então Let Me Sing
E o Sétimo Festival
Da Canção ele venceu
De forma sensacional.

K, lembrei de Karolina
Que era mulher faceira.
Conforme Luiz Gonzaga
Também era presepeira...
A “Karolina com K”,
Dançarina de primeira.

Luiz marcou Raul Seixas
Cantando Cintura Fina
Lorota Boa, entre outras,
De raiz bem nordestina
Porém Raul foi autêntico
E isso é que me fascina.

Mas, pra Raul e Luiz,
Tinha o destino proposto
No ocaso da existência
Sumirem feito sol posto,
Morreram em Oitenta e Nove,
Ambos no mês de Agosto.

No dia dois desse mês
Luiz foi pro infinito
E no dia Vinte e Um
Seguia-lhe Raulzito
Segundo Otávio Menezes*
Houve um encontro bonito.

Os covers que me desculpem,
Reflitam por um segundo:
“Cada um é um universo...”
“Cada cabeça é um mundo...”
“Siga o seu próprio caminho...”
Aqui Raul foi profundo!

Porque Raul sempre teve
Forte personalidade
Curtiu Luiz, Lennon e Elvis
Com particularidade,
Não foi cover de ninguém.
Tinha a própria identidade.

Quero lembrar Raulzito
Não como um simples roqueiro
Pois cantou diversos gêneros
Com o intuito verdadeiro
De dar um alertar, um toque,
Para o povo brasileiro.

Raul com certeza não
Foi “apenas o cantor”
Ele que desde criança
Sonhava em ser escritor
Com a mente além de seus dias
Foi um livre pensador.

Sessenta e quatro anos fez
Que Raulzito nasceu
E agora já vinte anos
Completou que ele morreu,
Mas é eterno na mente
De quem o compreendeu.

Todos tiveram parceiros.
Gonzaga: Humberto Teixeira
E o famoso Zé Dantas.
Raul teve um de primeira:
O mago Paulo Coelho,
Que marcou sua carreira.

Um dia Raul falou
Algo que me convenceu.
Ele disse: “Antes de ler
O livro que o Guru deu
Abra o olho, meu ‘cumpadi’,
Procure escrever o seu!”

Viva Raul Santos Seixas
Que cumpriu sua missão
E embarcou no Trem das Sete,
“O último trem do sertão”,
Pra festejar no infinito
Com Luiz, Rei do Baião.

White wings, versão
De “Asa Branca” em inglês,
Umas das muitas proezas
Que Dom Raulzito fez.
O som ficou bem “maneiro’,
Isso eu garanto a vocês!

Xote Ecológico tem letra
Falando de ecologia
Gonzagão  com Aguinaldo
Nessa bela poesia
Nos fala de Chico Mendes
E o crime, então, denuncia.

“Y lá é psiloni”,
Assim cantou Gonzagão.
Brincou com nosso alfabeto
Em um gostoso baião
Cujo título apropriado
É “ABC do sertão”.

Zumbizando feito a mosca
Na sopa, Raul provou.
Que a verdade incomoda.
Nas musicas que ele cantou
Lucidez é o legado
Que para os seus fãs deixou.


Pajuçara-CE. — Agosto de 2009.


* (“O Encontro de Raul Seixas com Luiz Gonzaga no Céu”, de Otávio Menezes - 1992)